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Por Ricardo Kaniama
"Se eu tivesse dinheiro, já me tinha lançado."
Já disse esta frase? Já a ouviu?
Há jovens de vinte anos à espera do capital. Há homens de trinta que esperam desde os vinte. E há pessoas de cinquenta, humilhadas pela sua situação, que ainda hoje repetem que tudo teria sido diferente se tivessem tido fundos.
O problema é este: quem espera o dinheiro antes de começar, quase sempre passa a vida inteira a esperar.
Quando Ricardo Kaniama tinha seis anos, o pai morreu. Segundo a tradição da aldeia, os bens de um homem não pertencem aos filhos, mas ao clã. A família perdeu a quinta, as plantações de café, o gado, as aves — tudo.
Ficaram com uma cabra.
Os filhos imploravam à mãe que a matasse para comerem carne. Ela recusou-se, chorando, e explicou porquê: se comessem a cabra naquele dia, nunca mais voltariam a comer carne na vida.
Anos depois, aquela única cabra tinha-se transformado num rebanho que sustentou a família e pagou os estudos universitários do autor.
A madrasta, que recebeu uma cabra igual, matou-a para matar a fome imediata. Os primos, que herdaram toda a quinta, exterminaram os rebanhos em pouco tempo.
Três destinos. Uma só diferença: o que cada um fez com aquilo que tinha nas mãos.
Formado em Filosofia, sem emprego à altura do diploma, Ricardo Kaniama ganhava o equivalente a 15 dólares por mês. Bateu a todas as portas — família, conhecidos, organismos, bancos, estruturas do Estado. Nenhuma se abriu.
Foi então que estabeleceu o paralelo que lhe mudaria a vida: uma nota de 50 dólares era exactamente a cabra da sua mãe. Gastá-la numa satisfação imediata era matar o animal e todas as crias que ele poderia gerar.
A partir daí construiu, passo a passo: de 15 para 50 dólares. De 50 para 400. De 400 para 3.500. E de 3.500 aos milhões.
Aos trinta e cinco anos, tinha um património acima de um milhão de dólares.
Um guia prático, degrau a degrau, para quem quer construir riqueza partindo do nada:
Com prefácio do Dr. Yves Menanga K. (Doutor em Filosofia, Munique) e nota do editor por Victor Hugo Mendes, jornalista e escritor.
A mãe do autor nunca frequentou a escola. Não sabe ler as horas. Mas ensinou-lhe a lição sobre riqueza que nenhuma faculdade lhe deu.
Este não é um livro de fórmulas mágicas nem de mistérios esotéricos. É educação e inteligência financeira, contada de forma simples, viva e directa — como uma conversa que encoraja as boas práticas, questiona os hábitos e mostra o caminho.
Nota honesta: o percurso descrito é a experiência pessoal do autor. Os princípios são aplicáveis a qualquer pessoa, mas resultados dependem de disciplina, contexto e tempo. Este livro dá-lhe o método, não uma garantia.
Não espere pelas condições ideais. Comece com a cabra que já tem.
